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Projeto promove cidadania


Com um trabalho voltado para a educao, o Centro Social Betesda atua no Interior em comunidades carentesFortaleza "Fazer o bem sem olhar a quem". O dito popular, tantas vezes mais falado do que colocado em prática, é uma das diretrizes da atuação do Centro Social Betesda (CSB), ligada à Igreja Betesda. No Ceará, a iniciativa busca promover a cidadania em comunidades de baixa renda de Fortaleza e do Interior. Seja na promoção de educação gratuita e de qualidade ou na promoção de grupos de terapia comunitária, a entidade trabalha a partir de uma visão social da instituição religiosa, que busca servir e congregar a comunidade em seu entorno, independente de compartilharem a mesma crença.

A entidade, que completa 25 anos em abril deste ano, está procurando interiorizar ainda mais suas ações. "Quando começamos, tínhamos a preocupação de manter escolas tanto na Capital quanto nas cidades do Interior em que atuamos. Com o tempo, percebemos que o acesso a escolas em Fortaleza passou a ter uma cobertura melhor por parte do Estado. A partir desta constatação, queremos, a partir de agora, priorizar e fortalecer as escolas que temos no Interior, já que nesses locais o acesso à educação é mais difícil, muitos alunos precisam se deslocar para assistir aula em outros locais", afirma o presidente do CSB, Finézio Azevedo. Na localidade de Boqueirão do Cesário, no município de Beberibe, o Centro Social Betesda Boqueirão é a única escola da comunidade. Atualmente, 325 alunos estudam na escola, que oferece aulas do Ensino Infantil até o 9º ano do Ensino Fundamental, pela manhã e pela tarde. Além das aulas regulares, os estudantes têm acesso a atividades esportivas, como futebol e vôlei, além de reforço escolar e aulas de informática. Ao todo, 23 funcionários trabalham na escola da entidade.

"A demanda por vagas aqui é muito grande, infelizmente não temos como atender a todas as crianças e adolescentes da comunidade. Os que não estão matriculados aqui precisam ir para as escolas da sede do município", explica Finézio.

Já o Centro Educacional Betesda de Tauá existe há 17 anos. A escola atende cerca de 600 alunos, do Ensino Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental, além de oferecer atividades esportivas, dança, teatro, música, computação, artes (biscuit, pintura) e reforço escolar. No ano passado, a instituição foi uma das premiadas com o título de Escola Nota 10, cuja avaliação é feita pelo Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica (Spaece - Alfa), da Secretaria da Educação (Seduc).

"Queremos trabalhar junto com a comunidade e tentar promover, conjuntamente, seu desenvolvimento integral, socializando os conhecimentos para a obtenção de uma educação de qualidade das crianças e adolescentes que estudam conosco", ressalta o presidente da CSB.

Além do apoio das respectivas prefeituras, as escolas do Centro Social Betesda em Boqueirão do Cesário e Tauá são mantidas por meio de uma parceria com a Compassion, uma entidade internacional e interdenominacional (várias denominações religiosas) que atua em 24 países para ajudar crianças em situação de risco ao redor do mundo. No Brasil, a entidade tem beneficiado cerca de 37 mil crianças nos Estados do Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro.

A Compassion atua por meio de sistema de apadrinhamento, em que um doador apadrinha crianças e adolescentes de diferentes projetos mantidos pela entidade. "Nossa cultura ainda tem muito dessa coisa da pessoa fazer uma doação e pronto, achando que assim já cumpriu o seu papel. Nós procuramos incentivar os doadores a ter um contato direto com as crianças e adolescentes que eles estão ajudando, acompanhar como aquela doação está fazendo diferença na vida deles. Os apadrinhados costumam receber cartas, presentes e até visitas de seus padrinhos, criando uma ligação muito bonita entre eles".

Para além de diferenças de crença, o presidente da CSB acredita que o papel das instituições é ser relevante para a comunidade. "Nossas iniciativas são abertas para todas as pessoas, independente de crença. Procuramos ter uma visão social da nossa Igreja, e não faria sentido fazer o bem apenas para determinadas pessoas", finaliza.

TRABALHO COMUNITÁRIO
Terapia fortalece famílias


Fortaleza Acolher, ser caloroso, abrir mãos e braços para o cuidado de pessoas que não conhecemos e, num movimento reflexo, conseguir alívio e conforto para nossas próprias dores e questões. É assim, em linhas bem gerais, que poderíamos definir a terapia comunitária, outra das atividades promovidas pelo Centro Social Betesda (CSB), por meio do Movimento Integrado de Saúde Comunitária (Miscom). Atualmente funcionando como projeto-piloto em dois bairros de Fortaleza, a ideia é levar o movimento para a localidade de Boqueirão do Cesário, no município de Beberibe, e para Tauá, onde o CSB já atua por meio da manutenção de escolas nos dois locais.

O Movimento Integrado de Saúde Comunitária tem o propósito de fortalecer as famílias que apresentam alguma situação de risco ou que já sofreram algum tipo de trauma. A partir da promoção do escutar e do ouvir, acompanhada por atividades lúdicas, os participantes vão deslindando seus medos, resolvendo seus problemas cotidianos com o apoio do grupo e resgatando a autoestima.

"Acredito que o mais importante na terapia comunitária é sair dessa visão individualista que a maioria carrega para tentar ver a situação do outro e, ao mesmo tempo, permitir-se ser ajudado. Apesar de não haver qualquer restrição em relação a credo ou situação econômica dos participantes, este trabalho é pensado especialmente para as pessoas mais carentes, já que muitos não têm acesso a tratamentos psicológicos. Nossa ação é de cunho social, e não religioso", explica a psicóloga e terapeuta comunitária, Regina Azevedo, que dirige o projeto.

Na Capital cearense, o projeto-piloto é realizado nos bairros Granja Portugal e Papicu. No primeiro, além da terapia comunitária, são promovidos serviços como acupuntura, massoterapia e palestras de orientação sobre saúde. Já no Papicu, os participantes têm acesso à terapia de resgate da autoestima e à terapia comunitária com surdos e ouvintes. "Este é um projeto pioneiro, que apresentei no II Congresso Internacional de Terapia Comunitária, promovido recentemente em Beberibe. Com a ajuda de um intérprete de Linguagem Brasileira de Sinais (Libras), conseguimos fazer a inclusão daqueles que têm deficiência auditiva, para que eles possam compartilhar suas experiências e saberes", diz.

Apesar de ainda não ter um prazo definido, ela afirma que o CSB quer implantar núcleos de terapia comunitária nas duas cidades em que já trabalham. "É um trabalho que ainda é pouco conhecido no Interior, as pessoas não têm muita informação sobre esse tipo de terapia em grupo. Estamos buscando parcerias com as prefeituras desses municípios ou com entidades que se interessem em apoiar a ampliação do projeto".

Fonte:http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=759199
  29/03/2010 15:09:12

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